Eletroforeses

Eletroforese de proteínas é uma técnica que baseia-se na migração de proteínas em um meio “gelatinoso”. Como as proteínas têm carga elétricas em seu estado nativo, conforme o seu PI e o pH do meio. Quando submetidas a um campo elétrico, as proteínas  migrarão para o polo oposto à da sua carga. A eletroforese em agarose é um método que permite separação de protéinas em seu estado nativo.

Eletroforese em gel de poliacrilamida (SDS-PAGE, do inglês  sodium dodecyl sulfate polyacrylamide gel electrophoresis)

A poliacrilmida confere  resistência à migração da proteína (ou proteínas), por conter uma “malha” que limita o “tamanho” da proteína que pode passar dela.  A malha de poliacrilamida é formada pela reação de dois reagentes, a acrilamida e a N,N-bis metil acrilamida, e sua “porosidade” é geralmente medida em % de acrilamida final. Normalmente, valores entre 8-15 % são usados nas análises de proteínas ou peptídeos. A aplicação de uma diferença de potencial entre o cátodo e ânodo do sistema confere mobilidade à moléculas carregadas, que se movimentam através da malha de poliacarilamida. O processo está esquematizado na parte superior da figura (A).

SDS-PAGE

Existem  diversas variações da técnica de eletroforese. Pode ser feita com associação de detergente (geralmente o dodecil sulfato de sódio, SDS, um surfactante aniônico), ou sem ele. No caso da adição do detergente, as proteínas são desnaturadas pela ação do SDS e apresentam carga negativa, pois estarão associadas com moléculas de SDS (B na figura).  A combinação SDS na amostra com a fervura prévia, antes da migração no gel, confere um alto grau de desnaturação proteica, permitindo separar complexos proteicos e proteínas formadas por mais de uma cadeia polipeptídica (C na figura).