Interação Hidrofóbica

A Cromatografia de interação hidrofóbica explora a hidrofobicidade das proteínas em um meio aquoso como princípio de separação. Quando se adiona sal (1.5 M sulfato de amônio ou 3 M cloreto de sódio) a solução proteica, ocorre perturbação da camada de água de solvatação (que passam a interagir com o sal) das proteínas,  e exposição de suas regiões hidrofóbicas.  Nessa situação, as proteínas farão interação com a matriz hidrofóbica, que proporcionará um ambiente mais favorável para que a solução salina. Ver figura abaixo.

INTERAÇÃO HIDROFOBICA 2

As proteínas vão interagir, através de seus resíduos hidrofóbicos expostos, com  o grupamento hidrofóbico da resina, que pode ter cadeias hidrocarbonadas de comprimento varíavel, como butil, fenil, e octil.  O grau de hidrofobicidade do grupamento da resina permite testar opções para separar diferentes tipos de proteínas.

INTERAÇÃO HIDROFOBICA 1

 

A eluição na cromatografia hidrofóbica é feita adicionando-se água, para recompor a camada de solvatação da proteína. Desta maneira, eluem primeiro as proteínas menos hidrofóbicas, que, ainda na presença de algum sal,  recuperam sua água de hidratação e se desligam da resina. As proteínas mais hidrofóbicas recuperam mais lentamente a camada de solvatação das proteínas, precisando de mais água para se hidratarem, e consequentemente, são eluídas mais tardiamente na coluna.